(José Goulão, in AbrilAbril, 16/05/2024)

Para orgulho de todos nós, foram portuguesas as vozes que melhor se ouviram, vozes de cidadãs, de mulheres de paz, que tiveram a coragem de se distanciar da cumplicidade objectiva da EBU e afins com a carnificina e a limpeza étnica que o regime sionista comete há 76 anos na Palestina.
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É compreensível que o leitor não tenha estômago, tempo e paciência para frequentar anualmente esse happening de decadência cultural, cívica e humanista a que chamam Festival da Eurovisão. Numa outra perspectiva, porém, saiba que não é fácil encontrar um concentrado tão perfeito, directo e completo para ilustrar o estado de degradação a que chegou a «civilização ocidental», aquela que diz carregar os valores que enformam a sociedade perfeita e o ser humano ideal.
Num Festival da Eurovisão resumem-se os comportamentos, os tiques e as práticas inerentes à necessidade de continuar a impôr à generalidade do mundo um conceito civilizacional, cultural e humanista superior, único e inquestionável. O Festival da Eurovisão tem, por isso mesmo, uma virtude insubstituível: dá-nos a oportunidade de observarmos um Ocidente desnudado de cuidados e disfarces hipócritas usados em circunstâncias não enquadráveis na área do entretenimento, deixando cruamente perceber aquilo em que se transformou – exactamente o contrário do que diz ser.
Que o espectáculo e as incidências em seu redor sejam uma réplica da mediocridade tóxica que Hollywood exporta como arte oficial do neoliberalismo globalista e das oligarquias dominantes, não temos de nos surpreender. É a ordem natural e colonial das coisas, a cultura formatada para transformar as grandes massas de cidadãos em rebanhos de imbecis da mesma maneira que o aparelho transnacional mediático gera exércitos de ignorantes, pessoas desabituadas de se interrogarem sobre as realidades que as cercam.
Ora, a União Europeia de Radiodifusão, esse antro de perversão ética conhecida anglo-saxonicamente por EBU, é um braço qualificado da central globalista de propaganda que reúne as rádios e televisões públicas dos países europeus, todos eles europeus de gema como, por exemplo, Israel e a Austrália, talvez num futuro próximo a Nova Zelândia, o Canadá, os Estados Unidos. Aliás, todos estamos informados, através de uma prática quotidiana que se prolonga há séculos, de que o Ocidente é onde o Ocidente quiser.
Cabe à EBU organizar anualmente o Festival da Eurovisão onde, no essencial, se promovem o ruído em vez da música, versículos delicados como martelo-pilão no lugar da poesia e a incandescência de luzes que cegam aconselhável para criar um ambiente irracional de plena fruição niilista.
A EBU abusa do seu direito discricionário ao transformar a música, a poesia e a encenação no equivalente ao fast food das artes de palco – nada disso deveria esperar-se do tão falado serviço público. É verdade que o espectador só consome se quiser, tem sempre a possibilidade, graças às benesses do mercado, de emigrar para as estações privadas – que lhe servem mais do mesmo porque assim determinam a lei do lucro e o culto da cabeça oca. O consumidor não se sente satisfeito? Culpa do próprio, esquisito ou demasiado exigente.
Nada de políticas
O Festival da Eurovisão tem um dogma existencial: é um acontecimento apolítico. E a EBU assume esse estatuto até às últimas consequências, afinal com a mesma seriedade com que a «civilização ocidental» defende os direitos humanos.
Para que as tentações políticas sejam expurgadas do sistema, a EBU censura, persegue, ameaça, expulsa, mente, mas graças a esses comportamentos tão inequivocamente democráticos cumpre-se o desígnio sagrado.
Provavelmente, o festival deste ano foi o mais elucidativo quanto ao que representa a EBU como instrumento da «nossa civilização», dos nossos valores. A Rússia foi liminarmente excluída do concurso por ter invadido a Ucrânia; à Bielorrússia aconteceu o mesmo, embora não se saiba muito bem o que fez, talvez penalizada por ser aliada de Moscovo.
Nunca a EBU admitiu excluir a Ucrânia por conduzir há dez anos uma guerra contra as populações civis de vastas regiões do país, aliás de acordo com as consignas nazis e racistas do «nosso» regime de Kiev. Como entidade apolítica, não cabe à EBU inteirar-se dos crimes cometidos por um regime nazi; aliás, no ano em que foi invadida pela Rússia, a Ucrânia teve o privilégio visivelmente apolítico de ganhar o Festival da Eurovisão.
Este ano, os ambientes em redor do festival toldaram-se um pouco mais porque alguém, completamente a despropósito e parece que confundindo o que não pode ser confundível, alegou que também Israel deveria ficar de fora do concurso devido ao genocídio e à limpeza étnica que continua a praticar contra o povo palestiniano.
Nada disso, contrapôs a EBU, excluir Israel seria o mesmo que politizar o festival. Além disso, é completamente descabido comparar o caso de Israel ao da Rússia. Explica a EBU que o festival é um concurso de estações públicas de rádio e TV e não de países. A organização deve avaliar se os comportamentos dessas empresas respeitam as normas apolíticas do concurso e, analisando as circunstâncias, concluiu que a televisão pública sionista se comporta como deve ser, o que não acontece com a da Rússia, que apoia a invasão da Ucrânia.
Deveremos deduzir que a televisão israelita trata de maneira objectiva e apolítica as operações militares de chacina em Gaza, além de funcionar sob censura militar. Faz todo o sentido.
Em matéria de coerência, o comportamento da EBU não fica por aqui. Alguém lembrou aos organizadores do festival que, se o certame se disputa entre empresas de rádio e televisão, por que razão se usam as bandeiras dos países e não as das instituições concorrentes? Não será isso uma opção política e até nacional-populista? A EBU respondeu que se trata de uma falsa dúvida, sem qualquer lógica. E mais não disse.
Mulheres corajosas e de paz
Apesar destas convincentes explicações, continuou a haver gente recalcitrante quanto à presença de Israel no concurso, pessoas visivelmente antissemitas, quiçá simpatizantes do Hamas, como informados comentadores, organizadores, generais e politólogos desde logo sugeriram.
Para desgosto da EBU e de vários outros meios dotados com a vocação civilizacional do Ocidente, o rebanho em construção tem ainda muitas dissidências. Demasiadas dissidências – até, imagine-se, entre membros dos júris nacionais, e mesmo entre os concorrentes. Assim como há aqueles participantes que ainda insistem em apresentar música e poesia, sujeitando-se, inapelavelmente, à secundarização e ao desrespeito pelo seu trabalho, há também os que não desistem de pensar, de se interrogar e até de invocar a paz – o que levou a EBU a sacar da censura e da ameaça de penalizações tal como, em seu tempo, Hitler puxava da pistola quando ouvia falar em cultura.
Felizmente, para orgulho de todos nós, foram portuguesas as vozes que melhor se ouviram, vozes de cidadãs, de mulheres de paz, que tiveram a coragem – é preciso ter coragem num terreno de tal maneira minado – de se distanciar da cumplicidade objectiva da EBU e afins com a carnificina e a limpeza étnica que o regime sionista comete há 76 anos na Palestina. «A paz prevalecerá», proclamou a autora-intérprete Iolanda ainda em palco, no final da sua belíssima actuação. A cantora Mimicat, como porta-voz do júri nacional, enviou igualmente uma mensagem de paz, salientando que o fez ciente de que «somos um país que acredita na liberdade e na paz».
As vozes bem audíveis destas duas mulheres resgataram, em cenário global, a letra da Constituição e a dignidade do país de Abril que tantas vezes são hipotecadas, por sistema, tacanhez e subserviência, pelos titulares dos mais elevados cargos políticos.
Sabemos que Mimicat e Iolanda não são exemplos isolados; no meio artístico e musical português há muitos actores, actrizes, compositores, cantores e cantoras que usam os seus talentos sem esquecer causas nobres como a paz, a solidariedade e as liberdades, algumas tão ameaçadas como são as de opinião e expressão. E usam-nos com muita qualidade, para benefício de todos nós e até para prestígio do país.
O chamado «voto do público» ou «televoto» em Portugal, porém, não alinhou com as posições humanistas das representantes portuguesas, seguiu antes o «fenómeno» registado em quase todos os lugares onde houve «votações», isto é, a contagem de chamadas telefónicas em massa num processo hermético no qual os espectadores não têm acesso a qualquer garantia de fiabilidade dos resultados. A canção de Israel, isto é, a delegação sionista no festival, foi a que recebeu mais «votos» em 15 das contagens realizadas, incluindo Portugal, contrariando de maneira bastante acintosa a escassa receptividade que teve entre os júris nacionais.
Sendo quase certo que nenhum «votante» saberá sequer alinhar duas notas da cantoria sionista, que passaria despercebida não fosse o alarido em seu redor, estamos perante um voto politicamente induzido num certame «apolítico».
E aqui, perante a enxurrada de supostas chamadas telefónicas de apoio à presença sionista, deixando toda a concorrência a uma distância inusitada e sem qualquer nexo com os pareceres dos jurados em cada país, várias hipóteses de explicação podem aventar-se: uma fraude em massa no processo telefónico assegurada em cada terminal de contagem; uma monstruosa mobilização de «votantes» patrocinada pela mafia sionista transnacional (não confundir com as comunidades judaicas espalhadas pelo mundo); ou – o que será o mais inquietante – uma grande manifestação de apoio das populações europeias, e de outras zonas do mundo, à delegação de um país comprovadamente responsável por uma política genocida e sangrenta conduzida sob os olhos do mundo inteiro. Se for este o caso, teremos de reconhecer que a imagem de Israel «concorrente perseguido» cultivada por toda a estratégia «apolítica» da EBU e, sobretudo, a poderosíssima vaga mediática internacional para branquear os crimes sionistas têm um êxito assombroso. À luz desta hipótese, o estado de indigência e insensibilidade de grandes massas internacionais perante os crimes de guerra sionistas está muito mais avançado do que seria de supor.
Um microcosmos
A EBU, ao aglutinar as estações públicas de rádio e televisão dos países «civilizados», é um microcosmos do aparelho de imposição da corrente política e geoestratégica neoliberal, de mentalidade colonial, dominante no chamado «Ocidente global».
Daí que o carácter «apolítico» invocado a todo o momento seja parte da sua estratégia de manipulação, uma falsificação grosseira da realidade.
Na preparação e emissão do Festival da Eurovisão, tal como acontece regularmente noutros anos, talvez com menor evidência, tornou-se claro que as preocupações «apolíticas» dos organizadores do certame tentaram esconder um apoio político específico à participação sionista, desde logo estampado nas alegações esdrúxulas, segundo as quais as razões que determinaram a exclusão da Rússia não se aplicam ao Estado de Israel.
Depois assistiu-se a uma perseguição e a uma actividade censória doentias contra tudo o que fosse, ou mesmo parecesse, uma contestação da política genocida israelita ou um gesto de solidariedade para com o povo palestiniano. Ou até contra uma simples proclamação em defesa da paz – um conceito que, como salta cada vez mais aos olhos de todos, se tornou verdadeiramente subversivo ou um sintoma de traição em todo o Ocidente.
Os esbirros da EBU abandonaram todos e quaisquer filtros de conveniência quando se tratou de censurar a eito para proteger Israel. O som das emissões nas meias-finais, nos ensaios e na final foi manipulado de modo a diminuir ou abafar os apupos e os protestos na sala contra a presença israelita; a actuação de um intérprete convidado na abertura de uma das sessões foi apagada dos registos oficiais do festival porque o cantor exibiu uma pulseira com símbolos associados à causa palestiniana; são conhecidas igualmente várias tentativas dos organizadores para ocultarem que a representante portuguesa Iolanda actuou com as unhas solidariamente decoradas com simbologia palestiniana. A publicação do vídeo oficial da sua actuação foi protelada até ao momento em que a RTP, honra lhe seja feita, decidiu intervir.
Durante uma conferência de imprensa, o representante holandês teve um gesto espontâneo que a enviada de Israel e os fiscais da organização interpretaram como sendo hostil à presença sionista. Ao cabo da perseguição que logo lhe foi movida acabou por ser expulso, vítima de uma provocação montada num ápice e à qual não teve experiência para resistir. Por ironia do destino, o rapaz fora apurado para a final com uma espécie de redacção pateta e pueril sobre as delicodoces maravilhas da União Europeia capaz de derreter até às lágrimas qualquer federalista mais sensível. De nada lhe valeu: calaram-no sumariamente e nem sequer recebeu qualquer conforto solidário da TV pública neerlandesa, além de fazer agora parte da avultada lista mundial de antissemitas assim definidos pelas autoridades sionistas. Um rol que, aliás, acaba de ser engrossado com a presença de um «sionista cristão» de luxo, o presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden, ao cometer o pecado de ameaçar (apenas ameaçar, como é óbvio) suspender a entrega de armas ao regime sionista para continuar o seu genocídio do povo palestiniano.
Comentadores geopolíticos norte-americanos asseguram que o sionismo internacional controla o aparelho mediático e a política externa dos Estados Unidos. Têm certamente as suas razões para o afirmar.
A realidade internacional que podemos acompanhar e escalpelizar em todas as suas cambiantes confirma-nos isso e vai mais além. Não existe actualmente qualquer entidade no mundo, qualquer lei ou mesmo qualquer «regra» da ordem internacional definida pelos Estados Unidos capaz de conter o comportamento arbitrário, criminoso e ilegal do regime de Israel. O sionismo internacional assume, através das práticas do governo israelita, as mais gravosas decisões contra as mais elementares normas de convívio internacional, de respeito pelos povos, pelas pessoas, pelas leis, pelos direitos humanos.
Cumprindo a regra de ouro do sionismo como uma variante de fascismo, o regime de Israel comporta-se como se não fosse deste mundo, respondendo apenas perante um deus, como invocam muitos dos seus dirigentes mais representativos.
Os episódios do Festival da Eurovisão, em escala reduzida mas com um impacto internacional considerável, mostram que os tentáculos sionistas actuam em todas as áreas onde seja oportuno e conveniente mostrar quem manda. Neste caso, ganhar o certame não era sequer uma prioridade. Bastou mostrar que uma delegação sionista estará presente sempre que queira, independentemente das circunstâncias, das atrocidades cometidas pelo país, e que a sua vontade nunca deixará de prevalecer sobre quaisquer contestações.
Somando exemplos sobre exemplos de comportamentos que tentam branquear os crimes israelitas, os mais atrozes desde os tempos de Hitler, parece cada vez mais difícil adivinhar no horizonte as hipóteses de conter este rolo compressor, assassino e, comprovadamente sem limites.
A «civilização ocidental» cria os seus monstros, alimenta-se deles, associa-os à própria sobrevivência. E nada garante, levando a sério declarações e intenções só aparentemente tresloucadas proferidas por expoentes sionistas, que não venha a ser vítima deles.



Nada mais exacto o comportamento do Ocidente e seu relacionamento com o poder que o sionismo tem na arquitectura desse domínio.
Se alguém decide que num mundo de genocídios, empobrecimento generalizado para apoiarmos nazis na esperanca de saquear a Rússia, na senda de Napoleão e Hitler, tentativa de eliminação física de políticos dissidentes, prisão e exílio de jornalistas o único problema do mundo é o facto de alguns armarios se abrirem, outro remédio não há se não ter paciência.
Embora as vezes não seja fácil. Ontem mesmo estive por um triz para ir às trombas de um casal de vacineiros.
São dos tais que devem ter tido um ancestral imune a venenos pelo que garantem que as deram todas e só por isso é que não morreram do terrível covid que só apanharam depois de vacinados.
Tive de os ouvir por em causa a minha inteligência, acusar me de não acreditar na ciência e toda a cartilha porca dos vacineiros.
Depois la reconheciam que a vacina fez mal a algumas pessoas. Ora o algumas pessoas foram amigos que perdi e que ainda aqui podiam estar e ter décadas de vida pela frente.
Este desrespeito pelas vidas acabadas de gente transformada em ratos de laboratório e o que me frita.
Há é tal, a doença faz pior. É de que nos serviria uma vacina que causasse mais danos que a doença?
Lá tive de me levantar dizendo que por mim podem dar todas e que lhes faça muito bom proveito. Como fez a um familiar de que sou cuidador.
Se no meio desta trapalhada toda ainda há gente que o que o preocupa são os armarios que se abrem, quem for crente, e pedir a Deus que nos dê paciência porque se nos der força vamos presos por agressão.
Eu também acho que tem truta nessa votação massiva do público da Eurovisao em Israel.
No caso da Ucrânia, a propaganda foi bem sucedida porque todos aprendemos a odiar os russos desde a União Soviética.
Filmes, livros, servicos noticiosos descreviam o “império do mal” e todos estavam a espera que os russos um dia enlouquecessem e destruissem o mundo.
O ódio ao russo estava já bem entranhado no coração e nas mentes pelo que foi fácil instilar a russofobia e levar o rebanho a não questionar nada do que a Ucrânia fizesse.
Pelo contrário, a gente do Donbass foi desumanizada e muito bons espíritos diziam que a solução era mesmo que oito milhões de pessoas abandonassem as suas casas e terras e fossem para a Rússia. Quem não está bem na Ucrânia que emigre. Era tudo simples.
E até era legítimo que o exército ucraniano lhes desse um estímulo para emigrar. Tal como o que ja estava a dar nos dias que antecederam a invasão russa. Descrito pelos nossos serviços noticiosos como um fogo de artifício demasiado rijo.
Já no caso da Palestina foi sempre muito difícil esconder os crimes cometidos por Israel ao desde a sua fundação.
Crescemos com imagens de crianças mortas, casas demolidas, gente morta porque o soldado que patrulha a rua está mal disposto, crianças mortas a tiro a caminho da escola, gente humilhada em postos de controle, cisternas de água destruídas, bombardeamentos rotineiros, uma especie de prazer da soldadesca em destruir estruturas pagas pela Europa.
Depois os Acordos de Oslo que sempre nos pareceram uma maneira de domesticar os palestinianos sem nenhuma intenção de realmente mudar grande coisa.
O signatário Israelita até recusou apertar a mão ao signatário palestiniano o que mostra bem o espírito da coisa. Isso não o impediu de ser morto pelos radicais do seu próprio povo.
Foi com alívio que na mesma notícia que dava conta do homicídio percebi que foi logo dito que quem o tinha feito tinha sido um Israelita radical.
Eu nem queria pensar no Inferno que seria lançado sobre a
Palestina se o assassino fosse palestiniano. Os Israelitas trataria também de se vitimizar e justificar todos os seus crimes. Como fizeram agora. Simplesmente não se pode negociar com aqueles terroristas.Era o que diriam e seríamos doutrinados para aceitar.
Quanto ao signatário palestiniano, viveu os últimos anos de vida assediado pelas tropas israelitas em Ramallah e morreu de uma doenca ressecante mal explicada atrás do sol posto.
E o inferno palestiniano continuou.
Muita gente sabia que a situação na Cisjordânia e em Gaza era insustentável ja antes de 7 de Outubro.
Centenas de pessoas de todas as idades e géneros tinham sido assassinadas durante o ano, mais de 300 pessoas, na Cisjordânia ocupada. As tácticas de assédio do exército sobre a população indefesa, com destruição de casas e instalação de colonos violentos agudizaram se com a chegada ao poder em Israel de uma coligação agrupando extrema direita e fanáticos religiosos liderada por um velho criminoso que durante décadas se tem dedicado a destruir “amalequitas”.
Em Gaza a situação era desesperada. 97% da água que aquela gente bebia nem para animais servia. Era simplesmente imprópria para consumo.
Netanyahu, o velho criminoso, compraziasse em tornar ainda mais difícil a entrada de alimentos naquele gigantesco campo de concentração à céu aberto.
Por isso a 8 de Outubro muita gente teve medo. Porque Netanyahu era um velho conhecido de todos por ser um assassino depravado. Muitos falavam abertamente sobre o massacre que iria ocorrer na Faixa de Gaza. Muitos diziam que, era o pretexto perfeito para Netanyahu e duvidavam que o exército Israelita estivesse totalmente inocente do crime de deixar acontecer.
Outros diziam que se vivessem no desespero de Gaza talvez agarrassem numa arma e cá vai disto.
Nos dias seguintes havia alguns fiscais fascistas até à medula que insultavam como apoiantes do terrorismo quem criticava os genocidas.
Mas, ao contrario da Ucrânia, em que abrir a boca significava ser insultado de putinista, comunista, fascista, e mandado ir para a Rússia, no caso da Palestina o mais que as pessoas diziam era que não deviam ter dado a Netanyahu o pretexto perfeito.
A boca presidencial ao representante da Autoridade Palestiniana, que nem tem qualquer autoridade sobre Gaza, caiu mal.
E se em todo o lado muito pouca gente teve vontade ou coragem de se manifestar pela paz na Ucrânia, por estar bem doutrinado, no caso da Palestina, em muitos países milhares de pessoas enfrentam violencia policial, prisao, multas, insultos vários para dizer não ao genocídio em curso.
Isso tem deixado muitos dirigentes europeus e americanos a beira de um ataque de nervos. Muitos têm insultado quem protesta com a velha acusação de antissemitismo e a teoria do discurso de ódio que tem dado para tudo.
Por isso não me espantaria nada que a Eurovisao, que apesar de protestos intensos achou por bem deixar participar os genocidas, fizesse uma batota para mostrar que afinal de contas há uma imensa maioria de telespectadores que na realidade apoia Israel.
Afinal de contas estamos no tempo da pos verdade é toda esta gente já mostrou que a verdade é para eles só uma realidade inconveniente.
Quem disse que os russos estavam a combater com pas e a desarmar os frigoríficos, quem já colecionou a Putin pelo menos uma dúzia de cancros, estando o homem terminal há 10 anos, como lembrou Lavrov, quem garante que na Ucrania não há nem nunca houve nazis também soprava uma coisinha destas. Afinal as televisões públicas dependem dos Estados e mais uma manipulação não faz mal a ninguém.
Uns vêem comunistas em todo o lado, outros vêem homossexuais em todo o lado. Estamos bem se não nos roubarem.
Já agora, se eu me exibir de calções em Janeiro e porque quero que toda a gente use calções em Janeiro?
Alguém aparecer tal como é em vez de viver escondido nas sombras da noite e apenas isso.
Quanto ao que realmente interessa, a participação de um país governado por fanaticos genocidas, que está a cometer crimes hediondos dizendo se eleito de Deus, claro que é mais uma vergonha. Nada a que já não estejamos habituados.
Pelo menos desta vez alguém do nosso país teve coragem. Resta saber o preço que as farão pagar.
Se tiverem por elas a solidariedade que tiveram pelo Bruno Carvalho, a vida não lhes vai correr nada bem.
Há que dizer-se das coisas
o somenos que elas são.
Se for um copo é um copo
se for um cão é um cão…
…Assim se chamam as coisas
pelos nomes que elas são.
Ary dos Santos, Objecto
Estava indeciso entre ir pescar às fanecas e robalos com musica dos dire Straits ou Pink Floyd,ou ver a eurovisão!Escolhi ver um pouco o festival da eurovisão e arrependi-me.
Fiquei chocado,e nem sequer sou da extrema direita ou de outro partido da República.
Os russos têm razão. A Europa Ocidental é verdadeiramente decadente.
E uma grande parte dos ocidentais até já se apercebeu… Só que, na verdade, já não temos qualquer controlo sobre estas ilusões promovidas pelos governos e pelos media.
O festival da Eurovisão já não existe, agora é a “horrorovisão”.
As letras das músicas são vulgares, decadentes e violentas, e o vencedor é quem tiver a roupa mais estúpida. Está mesmo a tornar-se m….
Fiquei chocado com este festival, defendo os valores tradicionais e denuncio esta decadência, mas as pessoas que estavam presentes nessa noite disseram-me que eu não tinha uma mente aberta porque não tolero que as pessoas mostrem a sua sexualidade em público.
Que se lixe, ou se é homem ou se é mulher, não há outro género.
Espero mesmo que esta propaganda LGBT acabe. É esmagador.
Pensei numa feira de gado ou num curral dos rebanhos… Fealdade e exibição, um freak show politizado… o declínio do Ocidente, que faz lembrar a Alemanha dos anos trinta.
Estão muito longe de Bob Dylan ou Neil Young, mas estes estão a anos-luz à frente…
Houve apenas muitas canções de mau gosto e “artistas” esquisitos que querem afirmar que são diferentes, mas cujo nível de talento é quase nulo. Estou-me a marimbar para a sexualidade destas pessoas, mas porque é que elas nos querem impor isto? Talvez para obter votos da comunidade transgénero ou assim.
Eu não vi o programa todo, mas todos os que viram disseram-me que era escandaloso afinal este programa apenas representa a sociedade futura desejada pela Europa não é mais do que o reflexo do novo mundo que se está a estabelecer ano após ano de qualquer forma o poder dos movimentos LGBT faz com que a oposição seja inútil pois vão de vitória em vitória Casamento gay, reconhecimento do género e cobertura pela segurança social,etc,etc.
E é esta gente que quer combater com os Russos?Nem sei o que dizer.
Este é um problema mais global do que a Eurovisão. A Europa – na verdade, com excepção da China e afins – está a trabalhar sob a influência do dinheiro ESG e do seu programa DEI. O problema é que este dinheiro é direcionado para aqueles que têm visibilidade e influência, como o entretenimento norte-americano, enquanto a maioria das pessoas normais que rejeitam estas ideias “progressistas” apenas a suportam.
É engraçado saber que não é mais a fome, a pobreza, a injustiça humana e outras escravidões e abusos reais das pessoas que contam hoje !!!
Mas sim os caprichos e o egoísmo desta gente que se chama cão ou gato ou homem ou mulher conforme os seus caprichos do momento que são exatamente como os nobres dos séculos passados que só pensavam em si e nos seus caprichos como superiores à plebe e aos outros pobres que escolhiam desprezar e tomar por escravos idiotas com um ódio e uma veemência por tudo o que não lhes obedecesse, tal como no tempo dos nobres, autodestruir-se por um fecho mental sectário até à sua própria destruição para acabar no esquecimento eterno da doença mental humana! !!
Daqui a 10, 15 anos, essas mesmas pessoas persuadidas de não terem sexo serão persuadidas de não serem humanas e farão genocídios da raça humana que considerarão inferior a elas e, portanto, com direito de vida e morte sobre elas…Para pensar!
Pessoalmente, de um ponto de vista sociológico vimos realmente que a IA fez um bom trabalho ao indicar quais eram os critérios de qualificação. Foi decadente. Notámos, em particular, que a cor da pele, a deficiência ou a idade já não são critérios de discriminação , mas que a nova tendência é o género, e aguardo com expectativa o próximo ano, em que poderemos ver homens grávidos ou mulheres completamente nuas (com uma grande pilinha). Não esqueçamos os cantores de pele multicolorida ou artificial, que cantam sobre o veganismo ou a vida numa caverna. Em suma, vai ser ainda mais decadente se não haver guerra.
Sinto-me como um pastel de nata… por isso se os comerem nas vossas refeições familiares, considero isso um genocídio…
Falando mais a sério, os nossos valores estão a ser descartados em nome da inclusão do “género”, mas vá lá, biologicamente nasce-se homem ou mulher, o resto é apenas uma moda perturbadora e decadente nascida das fantasias de algumas pessoas. Este mundo assusta-me.
Criada com base no modelo do Festival de San Remo, em Itália, em 1955, em Lugano, na Suíça, a Eurovisão tinha apenas 7 países participantes. Pouco a pouco, o festival tornou-se um acontecimento excepcional, que se estendeu a outros países europeus e nos permitiu conhecer melhor as diferentes culturas europeias. Descobrimos países pouco conhecidos, línguas que não conhecíamos, ritmos musicais muito diferentes dos nossos, novas formas musicais, danças originais e até trajes nacionais ou regionais que nos surpreenderam e maravilharam!
Em suma, foi uma verdadeira descoberta, feita para descobrir um continente que julgávamos conhecer, uma viagem por toda a Europa. Infelizmente, este evento é uma sombra do que já foi: estandardizado, higienizado, banalizado, sobre-anglicizado (é por isso que lhe chamo Anglovisão, um termo mais apropriado). Não me interessa que a Suíça ganhe uma canção em inglês, apesar de ter 4 línguas oficiais, não me interessa que um israelita esqueça o hebraico pelo insípido inglês de praia como o meu, não me interessa que um croata cante a sua canção em inglês, não me interessa que a Alemanha tenha vergonha de cantar na língua de Goethe, para citar apenas alguns exemplos! O que é que me interessa se um suíço não binário participa?
O que é que isso tem a ver com alguma coisa? Estamos a votar numa identidade sexual e ideológica ou num desempenho artístico? Por outro lado, continua a ser compreensível que Israel participe neste concurso devido à sua proximidade cultural, política e geográfica, mas em termos absolutos não é um país europeu. Então, o que é que países como a Austrália e o Azerbaijão têm a ver com o concurso? Porque não o Japão?
Em suma mais valia pescar fanecas ,talvez ganhasse mais!
“Nem sei o que dizer”, dizes, nada dizendo.
Para quem não sabe o que dizer, olha que dizes muito, pazinho! Ou melhor, falas muito, porque dizer não dizes nada. Ou dizes tudo e o seu contrário. Ou dizes merda, quando a “dizeração” é original. Confessa lá: tu andas aqui, incansável e quilometricamente “dizendo” sem nada dizer, é mesmo para cansar a malta, para o pessoal fugir deste antro de lucidez e não ser infectado por uma subversiva capacidade para pensar que teima em sobreviver num oceano de balidos acéfalos. É ou não é?
Não te preocupes que vou falar do wokismo,e de algumas ideologias que não interessam nada a ninguém.
Excelente texto…